Fogão a lenha, panela de pedra, colher de pau, tudo isso nos lembra da boa e saborosa comida da roça. Quem nunca teve aquele desejo de comer um franguinho com quiabo, um tutu de feijão ou aquele prato composto por feijão, arroz branquinho, couve, abobrinha? Ou quem sabe uma costelinha com quiabo, acompanhado de arroz, angu e feijão na panela de pedra.
Esta comida tipicamente do interior embora seja modesta, o sabor é único e inigualável. As receitas muitas vezes anotadas em um velho caderninho, ou até mesmo gravada na memória da vovó e repassadas de geração em geração, hoje é procurada por diversos cantos do país e pode ser encontrada em qualquer restaurante da cidade, afinal a também conhecida comida mineira tem suas raízes firmadas na comida da roça.
Para Maria de Fátima, 49, não tem comida melhor que a comida da roça: “Os temperos eram diferentes, a comida era mais saborosa. Talvez seja por causa da gordura que era utilizada, não era industrializada, a verdura era colhida na hora no próprio quintal, o almoço de domingo era o melhor, todo mundo aguardava ansiosamente por esta refeição, que geralmente tinha um prato diferente” afirmou Fátima.
Após esta deliciosa refeição e seguindo no mesmo ritmo, não poderia faltar aqui aquela sobremesa que é quase uma unanimidade, a paçoca, acompanhada de pedaços de pé-de-moleque, uma verdadeira tentação:

