sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Como as redes sociais tem interferido na vida das pessoas?

                                                                              Por Luana Oliveira e Ana Gonçalves


Adicionar, compartilhar, curtir, postar, twitar, blogar... Palavras familiares para você não é verdade?!
É que existe hoje uma geração online ligada por uma conexão virtual; as redes sociais. Tão perto, e tão longe. Hoje, mais que moda, ter acesso e uso continuo às redes sociais é necessidade e por muitas vezes vício. A necessidade de estar online, compartilhar sua vida com os outros, conhecer gente diferente, se informar e se divertir são algumas das inúmeras razões de se manter conectado.
Mas será tão simples assim ?
Já é mais que provado a interferência das redes sociais na vida das pessoas. Elas tem hoje uma grande influencia no dia a dia. As pessoas mudaram seus hábitos, mudaram a forma de compartilhar e mudaram a forma consumir. As redes sociais lembram- nas até o dia de aniversários de amigos, datas de casamentos, informações de localização e outras mais informações que não fazemos mais questão de lembrar.
Até mesmo alguns dos acontecimentos mundiais tiveram uma intensa movimentação dentro delas. Campanhas políticas, desastres naturais, escândalos, enfim, geram manifestações que alcançam grandes proporções no mundo real.
Intrigados com o nível de influencia e a maneira como as pessoas enxergam as redes sociais em suas vidas, nós no Multimídia Online entrevistamos dois jovens totalmente ligados as redes sociais, Anderson Nascimento e Marcos Borges, perfis completamente diferentes.


Anderson Nascimento tem 20 anos, curso Direito na Puc Minas. Vidrado em música, livros, e cinema.


Marcos Borges tem 20 anos, o jovem é Web design e técnico em informática. Tem uma relação profissional com as redes sociais e é estudioso de novas tecnologias.

Vamos à entrevista:


Multimídia Online: Antes da famosa “febre” das redes sociais você usava a internet com que freqüência ( horas por dia ) ?
Anderson Nascimento: Eu sempre usei a internet no período das "febres" hehehe. Antes era somente o Orkut, em 2004, e costumava usá-lo cerca de 2h/dia. Paralelamente, utilizava o serviço MSN, muito raramente, mas utilizava.                                                       
Marcos Gomes: Sim usava, sou da época em que usávamos internet discada, em meados dos anos 2000 comecei a usar a grande rede, mais como era muito lenta a conexão, a utilização chegava aproximadamente 2 horas por dia.


Multimídia Online: Hoje, em média, quanto tempo você gasta por dia conectado as redes sociais?
Anderson Nascimento: Hoje, durante todo o tempo em que estou no computador, 99% do tempo estou conectado à internet e, desse tempo conectado, sempre estou conectado ao facebook e MSN. Cerca de 10h/dia.
Marcos Gomes: Hoje como trabalho no computador serve como parâmetro meus finais de semana, onde eu utilizo como usuário comum. Nestes dias pelos meus últimos cálculos foram 5 horas por dia, e esse tempo todo nas redes sociais. No meio de semana como já disse trabalho com o computador aumenta para 12 horas onde a maior parte do tempo é divulgar o trabalho e analisar o que está acontecendo nas redes sociais.


Multimídia Online: Qual o significado e a importância delas em sua vida?
Anderson Nascimento: Na minha vida, só modifica levando em consideração a possibilidade de contato imediato e gratuito com grande maioria dos meus amigos; além de compartilhamento de campanhas e notícias.
Marcos Gomes: Bom nenhum, tenho a rede social como forma de comunicação versátil e ágil, assim como telefone celular, ela não influencia nas minhas ações pessoais, apenas me auxilia no contato com meus amigos, e marketing pessoal.




Multimídia Online: Como você imagina sua vida sem elas?
Anderson Nascimento: Seriam substituídas por outra coisa. Lembro que antes das redes sociais, eu passava muito tempo conversando na rua ou mesmo no telefone.
Marcos Gomes: Minha vida seria comum, aliás, fiz esse teste a pouco tempo, e tive um resposta muito boa, fiquei um mês em Joaquim Felício no norte do estado, e não tive vontade do contato com computador, e muito menos com as redes sociais, até achei estranho quando voltei a usar.



Multimídia Online: Quais os benefícios e os malefícios que elas trouxeram para sua vida?
Anderson Nascimento: Benefício é como o supracitado: possibilidade de contato quase irrestrito com amigos, amigos de amigos, família e reencontro de pessoas que há muito não se via, entre outros. Malefício pelo tempo que demandam: às vezes você se interessa em passar poucos minutos, mas quando vai ver, já se passaram horas! hehehe
Marcos Gomes: Os benefícios foram a interação com outras pessoas da mesma profissão, onde posso trocar idéias e discutir dos assuntos. A partir das redes sociais posso desenvolver campanhas e trabalhos direcionados, graças à janela pessoal que as pessoas abrem nas redes, isso facilita saber o que o povo quer e como o povo quer. De ruim acredito que foi a perda de algumas coisas básicas como descobrir coisas que você só saberia se alguém te confidenciasse; hoje estamos em um belo museu onde está tudo ali escancarado para quem quiser ver, obvio que tem como privar algumas informações, mais facilmente escapole algo que você não queria e acaba virando algo muito comum, nada se conversa tudo se digita, e isso é perda de identidade e eu acredito que não só a minha a de todos.



Multimídia Online: Qual o seu objetivo ao fazer uso delas ?
Anderson Nascimento: Manter contato com amigos e familiares distantes, além de manter-me informado sobre novas campanhas, manifestos, coisas divertidas e etc.                                  
Marcos Gomes: Compartilhar idéias, me comunicar, e ter meus trabalhos e campanhas divulgadas pelas redes


Multimídia Online: Já passou alguma situação ( curiosa, embaraçosa, engraçada, diferente, constrangedora, etc. ) que envolva redes sociais?
Raphael Amaral: Sim! Vou contar uma situação engraçada que acredito que muito de nós já passamos. Sempre tem aquele amigo (a) sem noção, que posta àquela foto que você mais detesta, ou que você não ficou tão simpático quanto queria, pra não dizer feio (a), e mais que isso! Ele (a) faz uma marcação pra que todos vejam seus piores momentos. Felizmente, agora é possível remover somente do seu perfil, assim ninguém vê seus momentos 'desastre' e também não magoamos aquele velho amigo, que com tanto amor publicou sua foto.
Anderson Nascimento: Comigo não. Mas com amigos. Exemplo é ser exposto ao ridículo devido à alguma foto ou comentário, sendo objeto de escárnio público extrapolando, às vezes, os limites virtuais e se materializando no dia-a-dia. Sendo transtorno inigualável para as pessoas.
Marcos Gomes: Sim rsrsrs, minha história é bem comum, pelo menos não é nova. Mantinha um relacionamento com pessoa a 1 ano, em um belo dia fui convidado para uma festa e não quis levar ela; minha desculpa foi que iria para casa de uma tia. Bom, fui até a festa e fui fotografado com outra garota, e essa foto foi parar no falecido Orkut, na mesma semana ela tinha uma amiga da amiga adicionada, que apareceu nas atualizações dela, ela viu brigou comigo e terminou o relacionamento rsrsrsrs. Mais foi bom em quanto durou. (CLÁSSICA).
Veja também
* O jornalismo cidadão
* Como os jornalistas têm usado as redes sociais
* A história das redes sociais

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Como os jornalistas tem usado as redes sociais?

                                                                                                                Por Ana Gonçalves

" Jornalismo, indenpendente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos, leitores, telespectadores ou ouvintes"
Já dizia Clóvis Rossi, renomado jornalista brasileiro, em meados de 1980.

 Hoje, não muito diferente, os jornalistas ainda lutam bravamente por essa " conquista de mentes e corações", mas contando com novas ferramentas jamais antes cogitadas.
A S2 Comunicação Integrada realizou entre os meses de junho e setembro de 2009 o primeiro amplo estudo sobre os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais . Foi feito um levantamento com profissionais dos principais veículos impresso e online, além de emissoras de TV e rádio de todo o Brasil. A pesquisa investigou as redes sociais usadas pelos profissionais , de que forma e com qual freqüência são utilizadas e para qual finalidade (uso pessoal e/ou profissional).
Foi constatado que ; 72,07% usam as redes sociais com objetivos profissionais e pessoais.
No estado de São Paulo, 348 jornalistas confirmaram a participação em alguma rede social; no Sul foram 100; no Sudeste sem incluir o estado de São Paulo foram 136 e no conjunto de estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram 128.
As redes sociais surgiram como um surto , uma febre, uma moda. E assim como a maioria das pessoas, os jornalistas entrelaçaram-se nessa teia de relacionamento virtual encontrando facetas para se fazer seu trabalho mais proveitoso e dinâmico. Há quem se recuse a utiliza-lás como fonte de total confiança. Fato é que os meios impressos, televisivos e radiofônicos ainda ganham no quesito credibilidade. Mas uma quantidade significativa de jornalistas tem utilizado essas redes sociais como ferramenta de trabalho.
Como ? As redes sociais possibilitam a formação de grupos de interesses em comum e entre eles há pode existir certa intereção e compartilhamento de informações, tornando-se assim uma interessante isca usada pelos profissionais de jornalismos para construção de suas pautas. A interatividade proposta pela internet facilita esse relacionamento entre jornalista e leiotor/telespectados/ouvinte; assim que uma noticia é veiculada eles já podem opniar, criticar, apoiar, enfim, sentirem-se participantes. E isso é muito importante para o jornalismo. Por se tratar de um meio de comunicação, é importante que ela exista de uma forma conjunta.
É por meio dessa interação que os jornalistas conseguem perceber o impacto de seu trabalho e identificar a preferência de seu público alvo.
Manter-se informado é dever vital de todo jornalista que se preze, e as redes sociais também contribuem para isso, uma vez que existe um enorme e veloz compartilhamento de informações. Também é um vasto espaço para a divulgação de seus trabalhos; os webblogs ,por exemplo, são muito utilizados para esse fim. E atravez dessa divulgação que seus trabalhos ganham maior visibilidade.


Mariana Borges
"Comecei a trabalhar com esporte por causa dos meus comentários no Twitter. Foi lá que me descobriram." afirma Mariana Borges, jornalista formada pela Puc Minas , assessora de imprensa da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e também da dupla Lu e Tchelo. No esporte, atua como setorista do Cruzeiro para uma WebTV e tenho duas colunas. Uma no Guerreiro dos Gramados  e outra no Jornal Correio Eletrônico de Contagem.
Como assessora além de releases, contatos e coberturas, é responsável pelas redes sociais dos seus dois assessorados. Trabalha, principalmente, no Facebook, embora existam outros cadastros: Orkut, Twitter, Flickr, Youtube... E o próprio site.

 "Hoje em dia as redes sociais se tornaram ferramentas fundamentais para nós, jornalistas. Tanto para divulgar trabalhos quanto para nos manter informarmados e interagir com outros colegas da área. As redes ajudam, inclusive, na descoberta de fontes e contribuem para as pautas. Outra curiosidade é o laço que criamos com os amigos que acompanham nosso trabalho." confirma a assessora.
 
Arena do jacaré, 06/07/2011, Cruzeiro 2 x Grêmio 0
Quando interrogada sobre determinadas posturas de alguns colegas de profissão nas redes sociais responde: "Uma coisa que eu condeno um pouco é a postura de alguns profissionais que ao invés de dar a notícia pelo veículo, dão por si primeiro e depois para o veículo. A necessidade de mostrar que está antenado ou que é competente e disse algo em primeira mão pode, em minha opinião, acabar com a carreira de um jornalista que explora as redes..."
Essa questão nos leva a pensar sob uma pespectiva ética. Tense confundido vida pessoal e vida profissional em meio as redes socias. Informações desnecessárias e intimas são postadas , e algumas geram até transtornos entre a empresa e o empregado. Jornalista é jornalista 24h. Se isso é bom ou ruim não nos cabe discutir nesse momento, mas o fato é que precisa-se usar o bom senso e competencia não só em trabalho, mas em vida. A sociedade constrói certas expectativas, as vezes muito exageradas, com relação ao  profissional de jornalismo. Talvez seja por sua figura como porta voz da realidade.
Em meio as novas tecnologias e novas mídias cabe ao profissional buscar um equilibrio e uma base sólida. Não dependendo somente dessas ferramentas e também buscando novos conhecimentos para usa-las de maneira frutífera. Lembrando sempre que os extremos nunca são saudaveis.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Arte no século XXI..


   


A visita ao Festival de Arte Digital no último dia 30 foi marcada pela curiosidade dos alunos diante das exposições. O museu se transformou em uma verdadeira feira cultural, que dentre outras coisas oferece ao público acessibilidade a informação e conhecimento.
    Fundada em 2007, a FAD tem como proposta explorar os diversos campos da arte digital, nacionais e internacionais. Além disso, o festival tem o objetivo de incentivar a exibição e propõe uma reflexão sobre as novas produções. O tema do Festival de Arte 2011 é Arte Cinética, e para demonstrar este tema a organização trás debates, oficinas e mostra como se faz arte utilizando ferramentas digitais. Confira abaixo algumas fotos da exposição:



    Entre várias galerias, o que podemos destacar aqui é o Parasimétrica- Algoritmo das Cores, de Cadu Lacerda. Este trás a proposta de um alfabeto de cores, e cada letra do alfabeto é representado por uma cor e para ler é preciso saber qual letra é referente aquela cor. O que desperta a curiosidade e intriga os visitantes, como mostra as imagens:














 



    Está é a 5º edição da FAD, que começou no dia 1º de setembro e se encerra no dia 2 de outubro. A exposição que reuniu estudantes e curiosos de todos os pontos de Belo Horizonte, contou com a participação de artistas brasileiros, como Felipe Norkus (RJ), sua obra consiste num sistema de troca em constante retroalimentação entre som e imagem onde o movimento é o componente que une, a arte é chamada de Sismo:



    A obra abaixo é assinada por Karina Smila-Bodinski (Alemanha) a "bola gigante" é preenchida com gás hélio, ADA como é chamada é um globo transparente com pedaços de carvão presos à superfície que flutua livremente, veja:



 A exposição terminou neste domingo 2, e para você que não pôde prestigiar o Festival, confira agora algumas fotos do evento: