sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Como os jornalistas tem usado as redes sociais?

                                                                                                                Por Ana Gonçalves

" Jornalismo, indenpendente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos, leitores, telespectadores ou ouvintes"
Já dizia Clóvis Rossi, renomado jornalista brasileiro, em meados de 1980.

 Hoje, não muito diferente, os jornalistas ainda lutam bravamente por essa " conquista de mentes e corações", mas contando com novas ferramentas jamais antes cogitadas.
A S2 Comunicação Integrada realizou entre os meses de junho e setembro de 2009 o primeiro amplo estudo sobre os hábitos dos jornalistas brasileiros dentro das redes sociais . Foi feito um levantamento com profissionais dos principais veículos impresso e online, além de emissoras de TV e rádio de todo o Brasil. A pesquisa investigou as redes sociais usadas pelos profissionais , de que forma e com qual freqüência são utilizadas e para qual finalidade (uso pessoal e/ou profissional).
Foi constatado que ; 72,07% usam as redes sociais com objetivos profissionais e pessoais.
No estado de São Paulo, 348 jornalistas confirmaram a participação em alguma rede social; no Sul foram 100; no Sudeste sem incluir o estado de São Paulo foram 136 e no conjunto de estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram 128.
As redes sociais surgiram como um surto , uma febre, uma moda. E assim como a maioria das pessoas, os jornalistas entrelaçaram-se nessa teia de relacionamento virtual encontrando facetas para se fazer seu trabalho mais proveitoso e dinâmico. Há quem se recuse a utiliza-lás como fonte de total confiança. Fato é que os meios impressos, televisivos e radiofônicos ainda ganham no quesito credibilidade. Mas uma quantidade significativa de jornalistas tem utilizado essas redes sociais como ferramenta de trabalho.
Como ? As redes sociais possibilitam a formação de grupos de interesses em comum e entre eles há pode existir certa intereção e compartilhamento de informações, tornando-se assim uma interessante isca usada pelos profissionais de jornalismos para construção de suas pautas. A interatividade proposta pela internet facilita esse relacionamento entre jornalista e leiotor/telespectados/ouvinte; assim que uma noticia é veiculada eles já podem opniar, criticar, apoiar, enfim, sentirem-se participantes. E isso é muito importante para o jornalismo. Por se tratar de um meio de comunicação, é importante que ela exista de uma forma conjunta.
É por meio dessa interação que os jornalistas conseguem perceber o impacto de seu trabalho e identificar a preferência de seu público alvo.
Manter-se informado é dever vital de todo jornalista que se preze, e as redes sociais também contribuem para isso, uma vez que existe um enorme e veloz compartilhamento de informações. Também é um vasto espaço para a divulgação de seus trabalhos; os webblogs ,por exemplo, são muito utilizados para esse fim. E atravez dessa divulgação que seus trabalhos ganham maior visibilidade.


Mariana Borges
"Comecei a trabalhar com esporte por causa dos meus comentários no Twitter. Foi lá que me descobriram." afirma Mariana Borges, jornalista formada pela Puc Minas , assessora de imprensa da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e também da dupla Lu e Tchelo. No esporte, atua como setorista do Cruzeiro para uma WebTV e tenho duas colunas. Uma no Guerreiro dos Gramados  e outra no Jornal Correio Eletrônico de Contagem.
Como assessora além de releases, contatos e coberturas, é responsável pelas redes sociais dos seus dois assessorados. Trabalha, principalmente, no Facebook, embora existam outros cadastros: Orkut, Twitter, Flickr, Youtube... E o próprio site.

 "Hoje em dia as redes sociais se tornaram ferramentas fundamentais para nós, jornalistas. Tanto para divulgar trabalhos quanto para nos manter informarmados e interagir com outros colegas da área. As redes ajudam, inclusive, na descoberta de fontes e contribuem para as pautas. Outra curiosidade é o laço que criamos com os amigos que acompanham nosso trabalho." confirma a assessora.
 
Arena do jacaré, 06/07/2011, Cruzeiro 2 x Grêmio 0
Quando interrogada sobre determinadas posturas de alguns colegas de profissão nas redes sociais responde: "Uma coisa que eu condeno um pouco é a postura de alguns profissionais que ao invés de dar a notícia pelo veículo, dão por si primeiro e depois para o veículo. A necessidade de mostrar que está antenado ou que é competente e disse algo em primeira mão pode, em minha opinião, acabar com a carreira de um jornalista que explora as redes..."
Essa questão nos leva a pensar sob uma pespectiva ética. Tense confundido vida pessoal e vida profissional em meio as redes socias. Informações desnecessárias e intimas são postadas , e algumas geram até transtornos entre a empresa e o empregado. Jornalista é jornalista 24h. Se isso é bom ou ruim não nos cabe discutir nesse momento, mas o fato é que precisa-se usar o bom senso e competencia não só em trabalho, mas em vida. A sociedade constrói certas expectativas, as vezes muito exageradas, com relação ao  profissional de jornalismo. Talvez seja por sua figura como porta voz da realidade.
Em meio as novas tecnologias e novas mídias cabe ao profissional buscar um equilibrio e uma base sólida. Não dependendo somente dessas ferramentas e também buscando novos conhecimentos para usa-las de maneira frutífera. Lembrando sempre que os extremos nunca são saudaveis.

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